Quarta-feira, 8 de Junho de 2005

UM CIDADÃO EXIGE EXPLICAÇÕES

Orçamento 2005, a Bandalheira total



Em relação aos postais anteriores, relativos às dotações orçamentais dos gabinetes dos ministros, quando soube desta noticia, fiquei chocado, mas com uma dúvida:
200 milhões de euros, é muito dinheiro, e não consigo imaginar quanto, sem possuir um termo de comparação. Tentei por isso comparar estes gastos com outros de carácter similar. O primeiro que escolhi, e que me deu a primeira luz sobre o assunto, foi a dotação orçamental da presidência da republica para o ano de 2005. Esta dotação que cobre os gastos de Sampaio, o seu staff, a manutenção do Palácio de Belém, as viagens e os vestidos de Maria José Rita é de 13.325 milhões de euros.
O valor atribuído à presidência da república para 2005, pode-se considerar “espartano”, quando comparado com as dotações orçamentais dos ministros da república dos Açores e Madeira – mais de 200 milhões de euros para cada um, e com a dotação orçamental do gabinete do ministro da defesa – 159 milhões de euros, dotação essa, que o sucessor de Paulo Portas, presumo que tenha herdado questionar.


Mas esta comparação não me deixou satisfeito, precisava de arranjar mais um termo de comparação. Tentei saber quanto custa Chirac ao estado Francês, mas a busca foi infrutífera. A mesma busca porém, direccionou-me para o relatório de contas da Real Casa de Windsor, chefiada por Sua Majestade Fidelíssima Isabel II. Fiquei logo a pensar que a minha depressão ia desaparecer, pois ao ler os gastos de Isabel II, pensei (Lírico) que iria passar a considerar os nossos ministros da república da Madeira e Açores, como uns pobres pedintes de pé descalço

Da leitura do relatório de contas reais – Royal Public Finances 2003-2004, fiquei a saber que:
A família real britânica possui 5 tipos de rendimentos:

- Lista Civil* – Salários dos funcionários reais – 303 funcionários (2004)
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid)* – Destinados à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado -
- Privy Purse – Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor
- Riqueza pessoal e outros rendimentos
- Despesas pagas directamente pelo estado*

* - Fundos públicos

Quando li os valores envolvidos o queixo caiu ao chão, eram verdadeiramente inacreditáveis, mas não no sentido em que estava a pensar:

Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (Milhões de Libras):
Lista Civil – 9.953
Subvenções do Estado – 21.645
Despesas pagas pelo Estado – 4.872
Total de fundos públicos – 36.470 (53.993 milhões de €)

NOTAS: As despesas das subvenções do estado destinam-se aos palácios reais ocupados, que são:
- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kesington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edifícios nele existentes.

Não acreditando no que estava a ver, pensei que tinha lido mal os números, faltam de certeza dois ou três zeros. Não! Afinal os meus olhos não me tinham enganado, lido e relido o relatório, os valores estão todos expressos em Milhões de Libras, aplicando a taxa de câmbio do dia de ontem (£1 – 1.4804945 €) verifiquei que toda a Monarquia Britânica custa ao erário público do Reino Unido uns módicos 53.993, ou seja 54 milhões de euros.



Resumindo, aquilo que o Reino Unido gasta com toda a família real, chega apenas para "alimentar" um gabinete do ministro da república, das nossas regiões autónomas, por um mísero trimestre e quatro meses do Gabinete do ministro da defesa.



Gostaria de saber como é que os Srs. Ministros da república dos Açores e da Madeira, justificam gastos anuais 4 vezes superiores aos da Sua Majestade a Rainha Isabel II. É certo que viajam muito de avião, é certo que moram em palácios, mas estes palácios estão para Buckingham, tal como uma barraca da Cova da Moura está para os duplexes da Torre de São Gabriel. E a Rainha de Inglaterra tem mais 6 palácios. A presidência da república representa apenas um quarto de rainha de Inglaterra.

Como cidadão, exijo uma explicação! Uma explicação por parte de quem elaborou este orçamento, por parte de quem obrigou à sua aprovação e por parte de quem tem, neste momento, a obrigação de o aplicar. Se esta explicação não for dada, o acto de fugir aos impostos não pode mais, ser considerado um crime, deve ser considerado um dever patriótico.

Para os mais cépticos, deixo aqui os links, para verem com os seus próprios olhos.
Royal Public Finances 2003-2004 (Ficheiro pdf – 1.529 Mb)
Royal Public Finances summary 2003-2004 (Ficheiro pdf – 88 Kb)
Mapa 02-2005 do Orçamento geral do Estado (Ficheiro pdf – 9.6 Kb)

PORTUGALCLUB
publicado por tutank às 14:43
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Quinta-feira, 2 de Junho de 2005

MAIS IMPORTANTE QUE OS FUTEBOIS...

Vítor, o abre-latas!
Vitor, o abre-latas dos governos da "Tanga"!
Vítor está preocupado com o estado financeiro do País e com os gasto do
Estado. Volta a dizer que estamos de tanga. Vitor, também conhecido por Constâncio, está há muito à frente do Banco de Portugal. Em sua casa entram mais de 25.000 euros mensais.
O governo do PSD/CDS de Durão Barroso permitiu-lhe que continuasse à frente do Banco de Portugal, desde que viesse de tempos a tempos alertar os portugueses (só os que pagam impostos) de que é preciso apertar o cinto. E Vítor cumpriu meticulosamente a sua função, defendendo com unhas e dentes o Discurso da Tanga, versão I, de Durão e Manela Leite. Santana e Bagão manteviveram-no no Poder e ele também cumpriu. Agora, está de novo o seu PS no Poder e Sócrates fartou-se de fazer promessas de que não havia aumento de impostos e haveria aumento de empregos e alteração da Código do Trabalho do Bagão. Eram promessas só para serem metidas na gaveta mais tarde. Mas Sócrates não quer assumir a responsabilidade da versão 2 do Discurso da Tanga já antes das eleições autárquicas. Por isso pediu ao seu amigo Vítor, que viesse ele a público dizer que isto está mesmo mal e apelar ao Presidente da República para intervir a convencer os portugueses (sempre os mesmos do costume, claro) a apertarem ainda mais o cinto. Alguém ouviu o sr.Vítor apelar a que não construíssem 10 estádios de luxo do Euro 04, pagos quase exclusivamente pelo Estado e autarquias e aprovados por Sócrates como Ministro do governo Guterres? Alguém ouviu o sr. Vítor apelar aos governos para que não comprassem submarinos por causa da crise? Alguém ouviu o sr.Vítor pedir aos governos que não comprassem ou adiassem a compra de centenas de blindados e helicópteros de guerra de último modelo? Alguém ouviu o sr. Vítor a chamar a atenção que o TGV é um luxo de centenas de milhões para o estado do País? Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos governos para serem inflexiveis contra a gigantesca fuga aos impostos dos que mais ganham e que atinge milhares de milhões? Alguém ouviu o sr. Vítor pedir aos governos que acabem com a isenção de
impostos sobre os milhões ganhos na especulação bolsista de acções?
Alguém ouviu o sr.Vítor apelar aos senhores administradores das grandes
empresas, pagos a valores iguais ou superiores aos dos países ricos, para
que deem o exemplo baixando os seus chorudos vencimentos e prescindindo das
dezenas de milhares de contos de prémios anuais? Etc, etc... Não, ninguém ouviu!
Ouviu-se agora o sr. Vítor para fazer um frete ao seu amigo Sócrates porque este fez promessas que não eram para cumprir e agora era preciso desenrascá-lo dizendo que «isto está pior do que se pensava». No País mais pobre da U.E., com os mais baixos salários de todos, com mais
de 2 milhões de pobres e 200 mil com fome e o maior fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres nas estatísticas da U.E., o governador do Banco de Portugal apenas tem o papel triste de apelar para aos que já estão sobrecarregados de impostos que pagem ainda mais.
Sr.Vítor, ao menos seja coerente, apele publicamente aos governos que, devido à crise, o seu salário de vários milhares de contos mensais, deveria ser diminuído...

Vitor Antunes / Quinta do Conde / "Sesimbra ou Seixal)

PORTUGALCLUB
publicado por tutank às 14:08
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Nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns)

Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não
foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:

- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ougoverno. Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros. No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:

- Almeida Santos ........................... 4.400, euros;

- Medeiros Ferreira ......................... 2.800, euros;

- Manuela Aguiar .......................... 2.800, euros;

- Pedro Roseta .............................. 2.800, euros;

- Helena Roseta ........................... 2.800, euros;

- Narana Coissoró ........................ 2.800, euros;

- Álvaro Barreto ........................... 3.500, euros;

-Vieira de Castro ........................... 2.800, euros;

- Leonor Beleza ........................ 2.200, euros;

- Isabel Castro .............................. 2.200, euros;

- José Leitão .............................. 2.400, euros;

- Artur Penedos ........................... . 1.800, euros;

- Bagão Félix .............................. 1.800, euros.

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:

- Luís Filipe Pereira .................. 26.890, euros / 9 anos de serviço;

- Sónia Fortuzinhos .................. 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço;

- Maria Santos ..................... . 62.000, euros /9 anos de Serviço;

- Paulo Pedroso ..................... 48.000, euros /7 anos e meio de serviço;

- David Justino ..................... 38.000, euros /5 anos e meio de serviço;

- Ana Benavente ..................... 62.000, euros/9 anos de serviço;

- Mª Carmo Romão ............... 62.000, euros /9 anos de serviço;

- Luís Nobre Guedes ................ 62.000, euros/ 9 anos e meio de serviço.


A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente a

última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca

de 20.000, euros cada.

É assim a nossa República (das bananas) !!!!!!!!!!!!!

É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFICIOS AOS PORTUGUESES

PARA DEBELAR A CRISE... Luis Veloso

PORTUGALCLUB

publicado por tutank às 14:04
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